Alumínio ganha protagonismo na Construção Civil brasileira

Alumínio ganha protagonismo na Construção Civil brasileira

Metal começou a ser utilizado no segmento na década de 60 e hoje auxilia na captação de energia solar
 
ACM, kinetic facade, wall frame, eco stick…já ouviu falar? Se ainda não ouviu, este é o futuro do uso do alumínio em construções. E foi tema de uma série de palestras hoje durante o último dia do 7º Congresso Internacional do Alumínio. Engenheiros e arquitetos trouxeram ao público as novidades no que tangem à aplicação do alumínio, normas técnicas e aproveitamento de resíduos, bem como um resgate histórico da chegada do alumínio para os projetos modernistas das décadas de 60 e 70 no Brasil.
Durante a palestra especial “Norma de desempenho da edificação: foco na vida útil dos produtos aplicados na construção civil”, a engenheira Maria Angelica Covelo Silva explicou os fundamentos desta norma adotada a partir de 2013, que tem por objetivo orientar a aprovação de produtos inovadores, tendo em vista um mercado consumidor cada vez mais exigente. “Para desenvolver essa metodologia, o princípio básico utilizado foi absorver o modelo mental de desempenho para o usuário. Temos que pensar nas necessidades de uso e em critérios mínimos para a produção dos materiais utilizados na construção civil”, pontua a especialista. A norma consiste em três grandes grupos: segurança, habitabilidade e sustentabilidade.
Fabio Villas Boas, diretor técnico da Tecnisa endossou a palestra da engenheira e afirmou que a responsabilidade de uma maior ou menor vida útil dos produtos tem que ser partilhada entre fabricantes e usuários. Ele lembrou que a ABNT contempla 900 normas para edificações, entre projeto, execução e controle. “Pouquíssimas delas são conhecidas a fundo pelos profissionais à frente das construções. Isso precisa mudar. É necessário acompanhar de perto cada obra. Essa norma vai diminuir as improvisações”, conclui.
Na contramão de novos usos, a arquiteta Simone Guerra Pereira defende a restauração de fachadas em alumínio de prédios icônicos modernistas. “Restaurar é restabelecer a vida útil e não apenas substituir. É assim que vamos conseguir contar a história do alumínio dentro da arquitetura brasileira”, explica. De acordo com sua pesquisa, o alumínio passou a ser utilizado nos projetos brasileiros modernistas, em 1960, na busca por elementos simples, leves, duráveis e foi aceito rapidamente.
Do passado para o futuro, o gerente de engenharia e produtos da Perfil Alumínio, José de Arimateia Nonatto, trouxe um cenário bastante positivo do uso do alumínio para captar a energia solar em construções verticais, nas fachadas wall frame. “Essa tecnologia é possível e está cada vez mais acessível. O custo de 1m2 de sistema vertical de painéis fotovoltaicos hoje é de menos de R$ 1 mil, valor que que já chegou a R$ 10mil”, completou o engenheiro, que também mostrou diversos edifícios que já utilizam o sistema nos EUA, Alemanha, Coreia e até mesmo um exemplo nacional, o prédio RB12, no Rio de Janeiro.
Arimateia apresentou, ainda, o conceito de kinetic facade – fachadas que utilizam a energia cinética para se movimentar e absorver a luz do sol.
O Congresso acontece em paralelo à ExpoAlumínio 2016 – Exposição Internacional do Alumínio, que em 2016 chegou a sua 6ª edição. Com mais de 30 painéis programados para o último dia de feira e congresso, o evento reuniu toda a cadeia do setor de alumínio para o Brasil e América Latina. A programação completa está no site do Congresso.

Sobre a ABAL – A Associação Brasileira do Alumínio, fundada em 1970, representa o setor junto ao governo e à sociedade, além de participar de fóruns e eventos relacionados aos negócios de seus associados. Mantém, ainda, parceria com federações e outras associações para ampliar o diálogo com toda a cadeia produtiva. Disseminadora de conhecimento, a ABAL responde pela elaboração das normas técnicas para processos e produtos de alumínio, além de contribuir com a capacitação profissional por meio de cursos, palestras e seminários em diversas áreas. É missão da entidade tornar a indústria do alumínio mais sólida, forte e competitiva.